Apophis: Uma experiência cósmica compartilhada por bilhões em 2029

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Procure em 2029.

Até 7,6 bilhões de nós poderemos realmente ver uma rocha chamada Apófis rasgar o céu noturno.

Parece uma premissa de filme de desastre. Não é. O asteróide, apelidado de “Deus do Caos” em homenagem à serpente egípcia da desordem, não vem para nos matar. Pelo menos, ainda não. É só passar de carro. Muito perto.

Cientistas do workshop Apophis T-3 Years na Itália divulgaram novos mapas em junho, mostrando o quão difundida será essa visão “uma vez em um milênio”. O asteróide passará mais perto do que alguns satélites geossíncronos. Mais perto do que você esperaria, certamente, mas longe o suficiente para que a Estação Espacial Internacional e seus vizinhos orbitais permaneçam seguros.

Avistar Apophis… é uma forma de sentir a pequenez da Terra no vasto espaço. -Richard Binzel (MIT)

É um pedaço de rocha em forma de amendoim com cerca de 50 metros de largura. Imagine o Empire State Building. É assim que essa coisa é grande. Se atingir a Terra? Game Over. Uma cidade limpa.

Isso não acontece.

Apophis orbita o Sol a cada 10 meses. Ele fica entre Vênus e a Terra. Agora mesmo. Enquanto falamos.

Aqui está a diferença: a abordagem mais próxima acontecerá em 13 de abril de 2029. Faltam menos de três anos. Ele mergulhará a 19.00 milhas do planeta. Para contexto. Isso não é nada. Em termos cósmicos, está praticamente abraçando a nossa atmosfera. Mas risco zero de impacto. Para este sobrevoo. E o próximo século.

Ainda. As pessoas ficam nervosas.

Alguns especialistas temem que a gravidade da Terra possa desviar Apophis do curso. Altere permanentemente seu caminho. Talvez torne isso perigoso para as gerações futuras? Os cientistas odeiam a incerteza. Então eles estão assistindo. Duro. Telescópios em todo o mundo irão coordenar. NASA até planeja voar OSIRIS-APX nas proximidades. Para estudar. Para aprender. Para proteger.

A ONU chamou o ano 202 de “Ano Internacional da Conscientização sobre Asteróides”. Porque precisamos lembrar onde estamos. Pequeno ponto azul.

Richard Binzel espera que as crianças olhem para cima e sintam curiosidade. Não estou com medo. Apenas… intrigado. Talvez essa centelha dê início a uma carreira. Na ciência. No espaço.

Quem fica com o melhor lugar?

Você não, se estiver na América do Norte. Desculpe.

Os mapas dividem a janela de aproximadamente sete horas quando a rocha passa pela Terra. Você precisa de escuridão. Céu limpo. Baixa poluição luminosa.

  • Início do sobrevôo: Cerca de 4,5 bilhões de pessoas na Austrália e na Ásia.
  • Ponto mais próximo: cerca de 1,9 bilhão de espectadores no leste da América do Sul, no norte da África e em partes da Europa.
  • Visibilidade máxima: Em algum lugar no meio. Até 5,7 bilhões de pessoas da África Oriental, do Sul da Europa, do Oriente Médio, da Ásia e da Austrália podem detectá-lo.

Astrônomos nas Ilhas Canárias da Espanha? Eles provavelmente capturarão as fotos mais nítidas.

Como é?

Não é um meteoro flamejante. Não é uma sombra gigante bloqueando o sol.

Binzel a chama de “estrela modesta”. Brilhante. Como as estrelas da Ursa Maior. Movendo-se lentamente. Como um satélite. Apenas… maior. Mais perto. Real.

Você vai olhar?