Como Félix-Archimède Pouchet defendeu a geração espontânea contra Pasteur

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Ele era um homem de ciência. Um naturalista respeitado. Diretor de museus. E ele estava completamente errado sobre uma das maiores ideias da biologia.

Félix-Archimède Pouchet passou a vida travando uma batalha que a história já havia decidido. Nascido em Rouen, França, em 1800, ele ascendeu na carreira acadêmica até se tornar diretor do Museu de História Natural de Rouen e do Jardin des Plantes em 1828. Em 1838, ele lecionava na Escola de Medicina de lá. Ele não era um estranho. Ele fazia parte do establishment.

No entanto, ele se tornou a principal voz de uma teoria desacreditada: a geração espontânea.

A ideia era simples de entender, por isso persistiu por tanto tempo. A vida vem da não-vida. Os microrganismos não vêm de outros microrganismos. Eles simplesmente aparecem. Eles surgem da matéria podre, da fermentação, da putrefação. Parecia verdade. Parecia verdade. Se você deixasse a carne de fora, as moscas não precisavam necessariamente botar ovos para que os vermes aparecessem. Eles simplesmente apareceram. Bolsat concordou.

O argumento da heterogênese

Em 1859, Pouchet publicou sua obra principal, Hétérogénie. Foi a sua defesa. Sua evidência. Sua tentativa de provar que os organismos vivos são produzidos apenas por processos químicos.

Ele argumentou que, sob condições específicas, a vida emerge da matéria inorgânica. Não foi mágica. Foi química.

Seus apoiadores eram principalmente pessoas cujas visões de mundo religiosas ou filosóficas dependiam desse conceito. Eles precisavam de uma lacuna na cadeia de causalidade. Eles precisavam de um momento onde a vida simplesmente acontecesse. Pouchet deu isso a eles.

Mas ele estava errado.

Por que Louis Pasteur mudou tudo

O debate não foi apenas acadêmico. Era sobre a natureza da própria vida.

Louis Pasteur desafiou Pouchet com experimentos simples, elegantes e devastadores. Pasteur mostrou que existem microrganismos no ar. Eles estão por toda parte. Eles se acomodam nas superfícies. Eles crescem em caldo não porque o caldo esteja “vivo” ou “generativo”, mas porque está contaminado por esporos e bactérias transportados pelo ar.

As experiências de Pouchet falharam porque ele não conseguiu eliminar totalmente esta contaminação. Seus filtros de ar não eram bons o suficiente. Seus selos não estavam suficientemente apertados. Ele acreditava que o ar em seus ambientes controlados era estéril. Não foi. Sempre é.

O trabalho de Pasteur não desmentiu apenas Pouchet. Estabeleceu o princípio da biogênese: a vida vem apenas da vida existente.

O legado de uma ideia errada

Hoje, os argumentos de Pouchet são curiosidades. Os livros de história o mencionam como nota de rodapé na história da microbiologia. Uma história preventiva sobre como até mesmo cientistas respeitados podem ficar cegos pelas suas convicções.

Mas sua história é importante. Mostra como é difícil abandonar uma ideia que parece intuitivamente certa. Como é difícil aceitar que o mundo é mais ordenado do que pensamos. A vida não acontece simplesmente. Isso é transmitido.

Ainda entendemos mal as coisas. Ainda acreditamos em atalhos. Ainda queremos explicações que se ajustem aos nossos preconceitos. Pouchet foi apenas um dos primeiros exemplos.

O ar ao nosso redor não está vazio. Isto